A MT-248 entre Araputanga e Indiavaí tem hoje, atuação dos ”Amigos do trecho”, grupo que surgiu em virtude do descaso dos governantes que entregaram o mandato em 31 de dezembro/2014 e, deixaram abandonadas, senão toda, a maioria absoluta das rodovias do Vale do Jauru.
É certo que no caso da MT-248, particularmente no trecho entre Araputanga e a ponte do Rio Jauru, o termo abandonado é muito suave para expressar o caos e o número de vítimas que jazem desde dezembro de 2013, quando a Folha de Araputanga passou a monitorar os acidentes que ocorriam nessa rodovia.
AMIGOS DO TRECHO
Indignados com as mortes, os prejuízos e o pouco caso dos políticos para resolver o problema, surgiu em Araputanga um grupo de homens voluntários que atuam com o nome “Amigos do Trecho”, agindo por iniciativa própria, apoiado por indivíduos e empresários da cidade para dar fim à buraqueira na MT-175.
Em dois dias (28 de março e 04 de abril), o trabalho de cerca de vinte homens eliminou, de forma simples, as centenas de buracos da rodovia entre Araputanga e São José dos Quatro Marcos-MT.
ESTAGNAÇÃO
Nas décadas de 1980 e 1990 a região não desenvolvia porque faltava energia elétrica para instalação de novas empresas; esse problema foi superado. Porém, a estagnação estabeleceu seu endereços nas cidades do Vale e está bem sustentada na falta de infraestrutura como rodovias adequadas para transporte, saúde de qualidade e uma política que de fato atraia investimentos.
SUCATEAMENTO
Os políticos sempre aparecem durante a campanha de eleição, re-eleição ou para terem seus nomes anunciados nas grandes festas; eles terão que partir de um novo lugar de significação para encontrar apoio do povo que vive revoltado com o “emprego” de diversas formas de sucateamento das cidades que, apesar da revolta da população submetem-na em seu conjunto à resignação.
TAPA-BURACO MT-248
Entre os subjugados sempre há sobreviventes. Dessa forma, hoje (18), os “Amigos do Trecho” estabeleceram como meta trabalhar tampando buracos na MT-248, partindo da ponte do Ribeirão das Pitas, em Araputanga, até a cidade de Indiavaí. A reportagem encontrou o grupo, por volta de oito horas e ouviu o líder, Senhor João Paulo, com quem conversamos em frente às instalações do matadouro Frigonelore. Ouça aqui a reportagem.